Bases fluviais no Pará apreendem 7,8 toneladas de drogas e protegem famílias ribeirinhas
Com três estruturas estratégicas instaladas nos nossos rios, a ação das forças de segurança combate o tráfico e a pirataria, trazendo alívio e justiça para as comunidades da Amazônia.
Fonte: obidos.net.br
Para o povo paraense, os rios são as nossas ruas. É pelas águas que o alimento chega, que as famílias se deslocam e que a vida na Amazônia acontece. No entanto, por muito tempo, a imensidão da nossa malha hidroviária também serviu de rota para a criminalidade, como a pirataria e o tráfico de drogas, males que destroem laços e levam profundo sofrimento a milhares de lares. Felizmente, um balanço recente da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (SEGUP) trouxe uma notícia de esperança e alívio para a nossa região.
Desde 2022, o Governo do Estado tem investido na instalação de Bases Integradas Fluviais em pontos estratégicos. O resultado desse esforço já é muito expressivo: foram apreendidos 7.818 quilos de drogas e mais de 62 toneladas de pescado irregular, além da realização de 212 prisões.
Atualmente, o estado conta com três bases em pleno funcionamento: a Base Antônio Lemos, em Breves (no Marajó); a Base Candiru, em Óbidos (no Baixo Amazonas); e a recém-entregue Base Baixo Tocantins, localizada em Abaetetuba. Juntas, elas reúnem um efetivo permanente de 85 agentes de segurança atuando dia e noite.
PROTEÇÃO À FAMÍLIA E AO TRABALHADOR HONESTO
Para a comunidade cristã, combater o avanço das drogas é, na sua essência, um ato de defesa da família. Cada quilo de entorpecente apreendido nos rios é uma quantidade a menos que chega às nossas cidades para escravizar a nossa juventude e destruir lares. Travar esse mal na raiz é um motivo de gratidão.
Além disso, a presença policial, equipada com tecnologia de ponta, como radares e câmeras termais que permitem flagrantes até na escuridão, devolveu a paz para o trabalhador ribeirinho. Relatos como o do pescador Manoel José, de 74 anos, morador de Abaetetuba, refletem essa mudança profunda. Ele, que já teve as suas pequenas embarcações (rabetas) roubadas no passado, hoje celebra a tranquilidade de poder pescar e sustentar a sua casa em segurança.
A Bíblia ensina em Romanos 13 que as autoridades são constituídas para promover a ordem e a justiça, servindo para o bem da sociedade. O trabalho contínuo destes profissionais de segurança nos rios amazônicos é o reflexo prático desse princípio, protegendo os mais vulneráveis e enfrentando a criminalidade de frente.
Que a Igreja continue a interceder e a orar pela vida e pela proteção de cada agente de segurança pública que deixa a sua família para patrulhar as nossas águas, garantindo que a ordem e a paz voltem a navegar pelos rios do Pará.
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