Cristão e a Cidadania   |   12/08/2026 14:37
Pb. Ari Júnior

Cristão e Cidadania: A força da nossa voz e a responsabilidade do voto no Pará

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Por Pb. Ari Júnior
Cristão e Cidadania: A força da nossa voz e a responsabilidade do voto no Pará

A participação dos cristãos na esfera pública deixou de ser um debate sobre conveniência para se tornar um imperativo de responsabilidade social e bíblica. Durante muito tempo, a comunidade evangélica foi empurrada para uma postura de omissão, como se a fé devesse se limitar às quatro paredes do templo. Contudo, o amadurecimento da nossa cidadania tem demonstrado que a transformação da sociedade passa também pela escolha consciente daqueles que elaboram as nossas leis e gerem os recursos públicos.

A partir de análises técnicas e históricas do cenário eleitoral no nosso estado, fica evidente o peso demográfico e espiritual da comunidade evangélica, que hoje representa mais de 30% da população ativa paraense.

Representatividade não é busca por privilégios; é o direito legítimo de ser ouvido. Como costumo enfatizar, o Parlamento Legislativo é pluralizado, e nessa pluralidade é fundamental termos a nossa voz. A população evangélica tem o direito de ser representada por quem comunga da mesma visão de mundo, dos mesmos valores de defesa da família e da mesma fé.

Essa relevância fica nítida quando analisamos a composição da chapa majoritária para o Governo do Estado. A lembrança e a forte aceitação do nome do deputado estadual Josué Paiva para compor a vaga de vice-governador ao lado de Hana Ghassan demonstram o respeito e a musculatura que o segmento evangélico e os setores produtivos ganharam no cenário paraense. Trata-se de um movimento que consegue quebrar os muros do preconceito, do bairrismo e do aspecto social, unindo o apoio da igreja, do agronegócio e de diversos setores da sociedade.

Por outro lado, não podemos aceitar que atores políticos da velha guarda tentem menosprezar a importância da nossa gente através de falas carregadas de preconceito. Somos mais de um milhão de eleitores conscientes no Pará — homens e mulheres de trabalho e oração que sustentam a economia e mantêm o tecido social do nosso estado.

Entretanto, o avanço da nossa consciência cidadã precisa caminhar lado a lado com a preservação do altar. Faço questão de reafirmar o meu posicionamento: a política de púlpito está falida. O altar da igreja é lugar sagrado, destinado à pregação da Palavra de Deus e à salvação de vidas. A legislação eleitoral vigente exige extrema prudência, e o uso indevido da estrutura da igreja para campanhas eleitorais pode acarretar sérias penalidades jurídicas para as instituições e pastores.

O Pará vive um momento estratégico de visibilidade e desenvolvimento. Cabe a nós, como Corpo de Cristo, exercer a cidadania com discernimento, orando pelas autoridades, cobrando postura dos nossos representantes e rejeitando qualquer tentativa de cooptação. Que o povo de Deus no Pará marche com sabedoria, lembrando-se de que fomos chamados para ser sal da terra e luz do mundo em todas as instâncias da sociedade.

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