COMIEADEPA completa 105 anos e vive um novo tempo no mover do Espírito
Convenção reúne mais de 4,4 mil pastores e evangelistas em 1.195 campos de trabalho e marca nova fase com investimentos na formação e capacitação de líderes
A Convenção Interestadual dos Ministros e Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Pará (COMIEADEPA) completa 105 anos de história no próximo dia 18 de agosto. Como parte das celebrações, a convenção realizará uma Sessão Solene no dia 17 de agosto, na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). A data de aniversário da instituição também integra oficialmente o calendário do Estado por meio de lei de autoria do deputado estadual Josué Paiva.
Fundada em 18 de agosto de 1921, a COMIEADEPA nasceu em um período de expansão das Assembleias de Deus pelo Pará e passou a desempenhar um importante papel na organização e integração das igrejas e ministros assembleianos em diferentes regiões do Estado.
Atualmente, segundo dados da secretaria da convenção, a instituição reúne 4.416 pastores e evangelistas, distribuídos em 1.195 campos de trabalho, acompanhados por 63 supervisores regionais.
A história da COMIEADEPA está diretamente ligada ao avanço do movimento pentecostal no Pará. Após a chegada dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren a Belém, em 1910, o trabalho das Assembleias de Deus se expandiu por diferentes municípios. Com o crescimento das igrejas, surgiu a necessidade de uma estrutura que promovesse maior organização e integração ministerial.
Ao longo de mais de um século, diferentes gerações de líderes contribuíram para a construção da convenção. A presidência da instituição foi exercida, em ordem cronológica, pelos pastores Samuel Nystron, Nels Nelson, Francisco Pereira, José Menezes, Alcebíades Vasconcelos, Firmino Gouveia, Josias Camelo e Gilberto Marques de Souza.
Essa sucessão representa diferentes períodos da história assembleiana no Pará. Firmino Gouveia esteve à frente da COMIEADEPA antes de Josias Camelo, que posteriormente assumiu a presidência. Nesse período, o então pastor Gilberto Marques, que havia chegado ao Pará em 1979, passou a ganhar espaço na liderança da convenção, chegando a ocupar a vice-presidência durante a gestão de Josias Camelo.
Nas décadas seguintes, Gilberto Marques de Souza assumiu a presidência da COMIEADEPA, permanecendo por mais de 30 anos à frente da instituição e acompanhando uma importante fase de expansão das Assembleias de Deus no Estado. Em 2021, ao celebrar o centenário da convenção, ele foi apresentado como o oitavo presidente da instituição.
Hoje, sob a presidência do pastor Océlio Nauar de Araújo, a COMIEADEPA vive o que a atual liderança define como um “Novo Tempo no Mover do Espírito”. A expressão representa uma fase que busca unir a experiência construída ao longo das gerações com novos investimentos na preparação e capacitação de líderes.
Esse movimento pode ser percebido na realização de treinamentos, estudos bíblicos, encontros ministeriais, congressos, capacitações e imersões, voltados ao fortalecimento das igrejas e de seus líderes.
Entre as iniciativas recentes está a Imersão de Casais de Pastores, realizada em Salinópolis, com o tema “Cuidando de quem cuida”, reunindo integrantes da liderança para momentos de comunhão, aprendizado e cuidado espiritual, emocional e familiar.
A formação ministerial também esteve presente na programação da 125ª Assembleia Geral Ordinária da COMIEADEPA, realizada em 2026, que teve como tema “Obreiros segundo o coração de Deus”. O encontro reuniu estudos bíblicos, palestras, momentos de comunhão e cultos, com foco na edificação espiritual e no fortalecimento daqueles que atuam na obra.
A proposta da atual gestão é aproximar diferentes gerações, preservando a história construída pelos pioneiros e, ao mesmo tempo, preparando novos líderes para os desafios da Igreja no Pará. Nesse contexto, conhecimento, capacitação e experiência ministerial caminham ao lado da oração e da Palavra de Deus.
Ao completar 105 anos, a COMIEADEPA celebra não apenas uma trajetória marcada pela expansão das Assembleias de Deus no Estado, mas também uma nova etapa. Entre memória e futuro, tradição e novos desafios, a convenção busca avançar sob aquilo que o pastor Océlio Nauar define como um “novo tempo no mover do Espírito”.
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